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PENSE

burro eleitorO episódio de quinta-feira passada na Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul – quando alguns legisladores tentaram enquadrar agentes da Vigilância Sanitária – nos leva a uma reflexão necessária agora, hoje, neste ano que é pré-eleitoral.

A demonstração inequívoca de falta de conhecimento deixa claro que os eleitores não sabem escolher os seus representantes ou foram enganados por eles.

Para começarmos a semana, vamos a algumas dicas:

o candidato a vereador deve ser um bom líder, pois o que se espera é que ele tenha a capacidade de incentivar as pessoas que trabalham com ele a atingir os objetivos em comum.

o envolvimento político exige muita paciência, principalmente para uma boa gestão, cumprindo os prazos e objetivos propostos.

talvez pareça algo desnecessário, mais o bom candidato deve saber discernir autoridade de poder.

ele dever ser humilde, gentil e também deve respeitar a sociedade e as pessoas que dependem do seu trabalho.

uma das qualidades mais importantes no candidato é o comprometimento com seus eleitores. Por isso ele deve ser realista e prometer somente aquilo que irá cumprir.

o candidato a vereador não deve “parecer honesto” e sim “ser honesto”. Quem promete o que não pode cumprir, é desonesto consigo próprio e com os eleitores.

Na hora de escolher seu voto para candidato a vereador, avalie se as propostas feitas por ele são cabíveis para sua função.

Melhorar a qualidade do Legislativo está nas mãos do eleitor.

Você terá pela frente quatro anos e com duas opções:

– ter orgulho do seu candidato pelo trabalho desenvolvido ou

– a decepção de não ter sabido escolher o seu representante.

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AINDA SOBRE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

DuplaNão conseguiria (até ontem) imaginar um vereador – que deve ser fiscalizador do cumprimento da Lei – instigando a irregularidade no que diz respeito ao trabalho da Vigilância Sanitária.

Mas na reunião realizada na Câmara de Vereadores – com testemunhas boquipásmicas – vi que isso é perfeitamente normal para alguns edis jaraguaenses.

– Os caras defendem a ilegalidade!

O vereador Rincos (PP) defendeu “a flexibilização da Lei, a concessão de prazos para as adequações apontadas e sem cessar a atividade irregular”.

Para Jair Pedri – ainda no PSDB – afirmou que “pouco foi o amadurecimento sobre a situação e continuo achando a Vigilância Sanitária truculenta e abusiva e se escondem atrás do papel do fiscal”.

Opinião minha:

– É muito despreparo para um vereador que tem a pretensão de alçar vôos mais altos! Duvido que algum edil assuma a responsabilidade no caso de uma intoxicação alimentar generalizada! O que o vereador Jair quer amadurecer? Só se for sua estratosférica falta de conhecimento da Lei?

Vou além:

– Quem não gosta de ser fiscalizado – salvo melhor juízo – é o descumpridor das boas normas de saúde pública. Isso porque sabe que será pego em situações reprováveis.

Mais:

– Fiscalização chega no local devidamente identificada, avisa sobre o procedimento e até pode permitir que o proprietário acompanhe a inspeção. Não pede permissão e nem dá beijinhos para cumprimentos iniciais.

Claro que isso incomoda! Ainda mais num município onde já existiram locais com “proibição” das ações fiscalizatórias.

Se pregam o descumprimento da Lei num setor que envolve saúde pública (que pode atingir uma criança e levá-la à morte) e com atenção permanente do Ministério Público da Defesa do Consumidor, é possível imaginar o que tais pessoas farão sem tal vigilância, caso cheguem ao Poder!!!

Será a instalação da anarquia e todas as benesses para os amigos do rei.

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TIRO NO PÉ

IMG_2275As constantes reclamações dos vereadores de Jaraguá do Sul contra as fiscalizações da Vigilância Sanitária – alguns esganiçados na tribuna – rendeu uma reunião na tarde de hoje.

Participaram: vereadores, entidades representativas (ACIJS, APEVI, OAB, CDL), Ministério Público, Vigilância Sanitária, Prefeito, Secretária de Saúde e alguns comerciantes.

Foi um tiro no pé!

No início da reunião, a intenção da vereança ficou claríssima: emparedar a vigilância, impedir as ações fiscalizatórias. Acabaram por levar um banho de conhecimento com argumentos sólidos e pontuais. Quem acompanhou a reunião notou a amazônica falta de conhecimento dos vereadores. Sem falar na indecorosa proposta de “abrandamento na aplicação da Lei” e exatamente numa Casa de Leis.

Isso sem falar da função precípua do cargo de Vereador: fiscalizar o cumprimento das Leis.

O vereador Jair Pedri – ainda no PSDB – fez dois questionamentos:

1 – Que restaurantes são fiscalizados entre 10 e 11 horas da manhã e em pleno horário da atividade principal do estabelecimento.

2 – Que a fiscalização vem ocorrendo, também no período noturno e com consequente pagamento de horas extras, o que destoa do pedido de economia por parte da Prefeitura.

Ouviu que a fiscalização não possui hora marcada e que as fiscalizações no período da noite entram num banco de horas dos agentes da Vigilância Sanitária.

Poderia ter dormido sem demonstrar tamanho desconhecimento.

– É de se imaginar que o nobre edil queira fiscalização da Vigilância Sanitária no horário em que o estabelecimento esteja às moscas!

Pior foi o vereador Arlindo Rincos do Partido Progressista! Para o edil, a fiscalização não deveria aplicar a Lei ao pé da Letra, mas com muita tolerância.

Exemplificou:

– Se o estabelecimento estiver irregular, a fiscalização deverá permitir a continuidade da atividade e conceder prazo para a regularização…

Foi além:

– Porque caso em contrário, os estabelecimentos irão para municípios onde a fiscalização não seja tão rígida…

Não é uma maravilha de conceito? Só faltou manifestar-se de modo inquiridor sobre “as bobagens que as Leis permitem”.

Frise-se: a Vigilância Sanitária suspende a atividade para a qual o estabelecimento não possui regularidade documental ou de estrutura. Havendo outra e estando dentro das conformidades, a atividade continua.

E depois, o eleitorado reclama do que acontece na Câmara, no entanto, o voto foi dado sem saber a capacidade do candidato!!

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MUDANÇA DE HORÁRIO

PlenárioA vereança de Jaraguá do Sul vem trabalhando nos bastidores para que haja mudança no horário das sessões do Legislativo local.

Tudo por conta da baixa frequência – para não dizer nenhuma frequência – do público. Salvo a presença da imprensa (nem toda), a maioria das sessões ordinárias acontecem com plenário totalmente vazio.

A Câmara de Vereadores só consegue público em sessões solenes.

O novo horário pretendido ficaria entre 15 e 15.30 minutos.

Entrevistei 10 vereadores e muitos não sabiam sobre o que estava rolando nos bastidores, porém, a maioria concorda com a mudança. Há também quem atribua “o vazio” de público à própria classe política.

Segundo o vereador José Osório de Ávila – Solidariedade – o povo está descrente (ele disse desacreditado).

Vou apresentar os 10 áudios no Studio Atualidades desta quarta-feira.

Para acompanhar – ao vivo – é fácil: acesse www.studiofm.com.br

O jornalístico vai ao ar das 07.25 min às 08.00 horas.

Mais: o ouvinte poderá participar via whatsApp (47-8838.6146) e dizer se aprova ou não a mudança.

Quem aprovar, escreva SIM. Quem for contrário, escreva NÃO.

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AVISEI

alertaPerdi as contas das vezes que alertei ao prefeito Dieter Janssen (PP) – e seu estafe – sobre os problemas das disfunções.

Entre as variantes de uma disfunção, é possível que exista: um sujeito admitido para determinada atividade – que esteja exercendo outra – em local diferente da admissão e com salário totalmente errado.

Me lembro que classifiquei a Prefeitura de Jaraguá do Sul como uma “suruba de disfunções”.

Quem  – até 2012 – leu e aplaudiu quando apontei as mesmas irregularidades na administração anterior  – de 2013 em diante – achou que minha intenção era mandar na prefeitura ou que buscava ter poder de influência.

Não quero e nunca quis! Fiz o que muitos puxa-sacos não tiveram coragem de fazê-lo: alertei que poderia dar problemas.

E deu!

Um Inquérito Civil Público poderá descambar para uma Ação Civil Pública e resultar no enquadramento por improbidade administrativa.

No mesmo balaio entram: prefeito Dieter Janssen e Secretário de Obras Ideraldo Colle (PMDB).

Com algum esforço jurídico, o prefeito poderá livrar-se por “autonomia do secretário”.

Agora, cá pra nós:

– Ninguém na prefeitura alertou sobre o caso?

Venho dizendo: “a cacalhada que vive dando tapinhas nas costas – e são muitos – só se preocupa com o bolso no final do mês”.

– Alguém vai dizer que errei?

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DESABAFO DO LEITOR

Pessoa que pediu para preservar-lhe o nome – e vamos respeitar – faz o seguinte desabafo:

caozinhoTenho um filho com 20 anos, sendo que desde os 14 anos se envolveu com drogas, passou por comunidades terapêuticas, foi preso por tráfico de drogas e outras situações de risco dentro deste mundo obscuro. A polícia de Jaraguá não dava sossego a ele. A perseguição era implacável!

A solução era sair da cidade, buscar outros horizontes pra se manter vivo e com o mínimo de dignidade! Fomos radicais: deixamos emprego, moradia própria, amigos, filho, irmão… E fomos embora, mas não deixamos nosso amigo fiel, um pequinês, cujo nome preservarei.

Passamos por muitas dificuldades, mas meu filho foi aprendendo coisas novas, novos desafios, novos horizontes. E junto de nós, sempre havia a companhia do nosso amigo fiel. Ele observava nossa rotina e quando possível, participava. Quando meu filho já estava pronto pra seguir seu caminho por conta própria, voltei pra Jaraguá do Sul, pois onde estávamos, não estava sendo possível termos uma renda digna para a sobrevivência da família. E com o coração partido, deixei meu filho, sua namorada e nosso cão fiel. Seria egoísmo de minha parte trazê­lo junto, pois era de meu filho que ele recebia mais carinho e cuidados.

De repente, na madrugada do último sábado, recebo a seguinte mensagem: “Pai, o ‘nosso amigo cão’ acabou de chegar em casa com um olho de fora, tá sangrando muito. Dei aquela injeção, mas está saindo muito sangue do olho dele. Será que arranco fora de vez? Me ajuda, pai.

Tá foda! Não sei o que faço.” No primeiro momento, na fraqueza de um ser humano, enfrentando dificuldades financeiras, liguei pra meu pai para verificar a situação e sacrificar nosso companheiro de batalha! Que vergonha pra mim. Meu filho foi mais forte, mais humano! Não aceitou esta solução, passando por cima de todos que só viam esta saída. Tirou uma foto e levou para um veterinário. O mesmo orientou­o a levá­lo pra outra cidade para fazer uma cirurgia, onde deveria custar em torno de 1.000,00, indiferente se fosse pra tirar o olho ou implantá­lo novamente. Não achou quem se dispusesse levá­los de carro. Mas não se intimidou. Pegou sua moto e, com a ajuda da namorada, cortou o vento frio daquela região com o nosso amigo cão no colo até a cidade mais próxima…

Na clínica veterinária deixou transparecer toda sua humildade adquirida na vida dura das comunidades terapêuticas e presídio onde viveu. A médica veterinária não disse não àquele menino que em choro constante pediu socorro e disponibilizou seus únicos150,00 que tinha. “Por favor, salve meu cachorro! Não tenho como pagar e estou desempregado. Só irei ter meu primeiro salário início de agosto. Posso pagar 100,00 por mês”. A profissional internou o nosso cão amigo, iniciou medicação e, hoje, dia 21/06/15, domingo, ela fez a cirurgia.

Como não tem área de celular lá onde meu filho está, temos apenas a informação que a cirurgia foi feita e está tudo bem! E parece que o olho foi preservado. Para meu filho de 10 anos, não é surpresa, pois ontem na missa, ele pediu em oração pra que o nosso cãozinho não perdesse o olho.

Acho que foi atendido. Provavelmente, São Francisco de Assis, protetor dos animais, deu uma forcinha. Ainda não soubemos o total das despesas, mas alguns de nossa família se sensibilizaram e contribuirão cada qual com um pouquinho.

Para meu filho apenas pude digitar o seguinte texto por sms: “Foste guerreiro pelo nosso amigo cão. Proves pra quem não acreditas mais, que podes ir longe! Deus te cuide!”

E para você, que por algum motivo, teve a paciência de ler este texto, eu te pergunto: quem pode ser chamado de normal ou de anormal dentro desta sociedade que julga, condena e exclui sem piedade os “anormais” aos olhos humanos?

 

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INVESTIR NO TURISMO

IMG_2268A prefeitura de Jaraguá do Sul precisa investir mais no turismo.

Fomentar, divulgar os potenciais do município, notadamente, o turismo religioso.

Tenho acompanhado todos os esforços – e são muitos – pela beatificação do padre Aluísio Boeing. Já entrevistei padres, bispos, freiras e até um representante do Vaticano.

O número de pessoa que acorrem à Igreja Nossa Senhora do Rosário no dia 17 de cada mês (dia da morte do Padre Aluísio) – sem que haja projeto de divulgação – já é considerável.

IMG_2267Ao acompanhar – hoje pela manhã – a visita do Governador Raimundo Colombo (PSD) na entrega de 25 casas modulares no Bairro Três Rios do Norte, a passagem pelo Bairro Nereu Ramos se tornou obrigatória e com justificativa: visitar a Igreja onde o pároco Aluísio rezou suas últimas missas, fazer fotos (ainda que seja pelo iphone).

O local transmite uma paz celestial.

Nos mesmos moldes, a Chiesetta Alpina – no alto do Morro do Boa Vista – transcende o imaginável. Sem falar na visão que proporciona.

Se começarmos a somar os pontos turísticos, ainda teremos: Rio da Luz de colonização germânica, o Bairro Alto Garibaldi com forte presença de húngaros e mais uma infinidade de localidades com grande potencial turístico.

Detalhe importante: o turismo é um produto inesgotável!

Além disso, as possibilidades de desenvolvimento e fomento de negócios, também se mostra incalculável: restaurantes, hotéis, artesanatos, empregos diretos e indiretos.

Fica a dica!

Correção: o nome correto da Igreja é Nossa Senhora do Rosário e eu havia escrito Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.