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A VERDADE QUE NÃO SE FALA

Poucos sabem sobre a verdade escondida nos ataques da facção criminosa PGC em Santa Catarina.

Os que sabem não falam ou temem revelar. A facção é articulada e possui mais tentáculos do se pode imaginar.

Tudo começou na década de 90, após episódio envolvendo detentos da Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté e agentes de segurança do Estado de São Paulo. No confronto morreram 11 presos. Foi a partir dali que nasceu o PCC – Primeiro Comando da Capital – uma espécie de sublegenda do CV – Comando Vermelho – que já estava enraizado no Rio de Janeiro.

Desde sua formação, o PCC estabeleceu que a intenção era “melhorar as condições carcerárias” e deixa claro em seu “estatuto” que pressionariam o governo paulista. Citam num dos itens “estatutários” (nº 15) que: Partindo do Comando Central da Capital do KG do Estado, as diretrizes de ações organizadas simultâneas em todos os estabelecimentos penais do Estado, numa guerra sem trégua, sem fronteira, até a vitória final.

O grupo acabou descoberto pela inteligência da SSP paulista, mas já contava com centenas de integrantes nos principais presídios do Estado. Tentando enfraquecer a facção, o sistema penitenciário de vários Estados brasileiros acabou recebendo líderes do PCC. O objetivo de enfraquecer, piorou a situação.

Os mentores do PCC passaram a fomentar a criação de grupos nos Estados para onde foram transferidos. Em Santa Catarina, a criação do PGC data de 2003 – quando um documento com trechos do estatuto da facção catarinense foi encontrado com um preso em regime diferenciado.

As três facções conhecidas (CV – PCC – PGC) passaram a comandar os presídios e orientar ações criminosas fora do cárcere. Para isso, contam com presos em liberdade, arregimentam outros, além de determinar incumbências para parentes e familiares dos presos. O organograma do poder entre as facções é respeitadíssimo e o descumprimento significa a morte.

Em Santa Catarina, as ações da facção estavam programas para o mês de março. Tudo transcorreria em comemoração aos 10 anos de fundação no Estado.

O “start” que antecipou os atos criminosos e sem prazo para acabar, foi o vazamento de um suposto vídeo de tortura de presos no Presídio de Joinville.

Sergio Peron

9 Comentários

  1. Tunico says
    Logo apos divulgação de imagens de agentes do DEAP agredindo detentos, uma onda de ataques por todo estado é deflagrada, e ainda dizem que a ação foi aleatória e desorganizada.. Pode isso

    É como eu já tinha postado entes…
    E tem gente que acha que crime organizado é coisa de filme ou de estados como Rio ou SP

  2. Parabéns para os nossos agentes penitenciários. Dos abusos de autoridade deles a fatura da mesma quem paga é a sociedade civil. Parabéns pra Secretaria de Segurança Pública, da sua morosidade, da sua burocracria, da sua falta de infraestrutura operacional nos presídios e penitenciárias surge o estresse profissional nas lides do dia-a-dia que leva ao confronto os agentes penitenciários e os detentos.

  3. Caro Carlos, com ou sem abuso de autoridade, o fato é que MALANDRO É ABUSADO! São uns fdps e ainda acham que estão certos. É que tem mordomia demais e aí os caras começam a soltar asinhas. Se tem uma visita semanal, querem 2. Se tem uma vagabunda pra visita íntima, querem 3 por semana. Se tem comida em quentinha, querem comida em bufet, se tem cachaça maria-louca querem cerveja e por aí vai.

    Querem de tudo, MENOS ANDAR DENTRO DAS NORMAS PARA UMA SOCIEDADE JUSTA E SEM VIOLÊNCIA! Por isso quero mais é que esses caras SE FODAM, porque quando estão aqui fora eles fodem é com a gente, sem dó NEM PIEDADE! Tudo bem que não pode haver tortura, mas VÃO TRABALHAR DENTRO DE UM PRESÍDIO VOCÊS QUE ACHAM QUE TUDO SE RESOLVE COM UMA BOA CONVERSA!
    Tô de saco cheio de conversa mole de psicólogo que busca “entender” os caras, quais suas necessidades, suas ambições, suas frescuras e outras viadagens da moda!

    COM VAGABUNDO NÃO TEM CONVERSA! SÓ ENTENDEM UMA LEI: A DO PAU! Passou disso não entendem mais nada.

    E QUEM NÃO GOSTAR DESTE COMENTÁRIO, POR FAVOR, QUE ENTRE EM CONTATO COM O PRESÍDIO DE JARAGUÁ E SE OFEREÇA PARA “ADOTAR” UM PRESO PRA LEVAR PRA CASA!

  4. Chega de papo, o cara ta preso julgado e condenado o caminho mais curto é presídio e daí pra frente quem manda é o sistema, não cumpriu o que o regimento diz, pau nele e bala de borracha nas nádegas e que vá reclamar pro papa.

  5. Como era bom ver aqueles filmes americanos em que os presos ficavam amarrados com correntes e uma bola de ferro na ponta, capinando ou fazendo estradas…. e ficavam os guardas com aquela 12 cano serrado só olhando… eu ficava imaginando no Brasil. O cara sai da prisão lá pelas 5h00 da madruga, passa o dia trabalhando (horta comunitária, estradas, estádios, tem coisa que não acaba….) e daí para as 18h00 (como qualquer trabalhador que paga imposto, como você e eu) – O cara só ia pensar em tomar um banho e desmaiar. Mas aqui no Brasil o que o cara fica fazendo o dia inteiro? Telefonando passando trote, comandando ataques de dentro do presídio, fazendo festa e até estudando direito para saber as brechas da lei para sair logo da prisão….. Eu queria ver é vagabundo ali na Marechal agora nesse sol fazendo asfalto…. ah, aí o pessoal dos direitos humanos caia de pau em cima da sociedade…. Muda Brasil…….

  6. Grande, Omar Telo. É que alguns setores (não todos) dos Direitos Humanos tão mais é pra “direitos dos Mano”. É gente que não tem pai nem mãe, nem irmã, nem mulher, nem filhos. Então acham que quando o malaco atenta contra o patrimônio suado ou a vida de alguém, estão no seu “direito” de se “vingar da sociedade que não lhes deu estudo, oportunidades” e outras conversas de viado desse tipo. Como diria o Luis Carlos Alborghetti, o “Dalborga” TUDO QUE PINTA DE NOVO, PINTA NA BUNDA DO POVO!”

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