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COLIGAÇÃO OU CONLUIO?

Nossos políticos, enquanto biólogos e geneticistas são inigualáveis. Cruzam Tatus com Cobras D’água e resultam dóceis ovelhinhas! É cada coisa, cada aliança que somos obrigados a engolir, cada coisa espúria que dá até alguns acessos de riso. Susto e medo eu não sinto, pois já acostumei com esse nosso cotidiano. Mas estranheza e desconfiança, essas cada vez as sinto mais!

O exemplo a seguir certamente serve para todo nosso país e, em maior ou menor grau, se repete em todas as instâncias de nossas instituições políticas. Demonstra o descompromisso do indivíduo político com o conteúdo programático de seu partido, demonstra o rompimento brutal dessas pessoas com a ética e com os princípios basilares daquilo que as instituições políticas que os acolhem defendem. Mas não nos espantemos, a vida partidária é intangível. Os princípios de um partido seja ele de extrema esquerda ou de extrema direita, no Brasil nada valem! São mutantes, são de conveniência, são de discurso! Comunista, não é comunista, aliás, penso que a maioria deles sabe menos do que eu o que seja ser comunista! Liberal também já não é tão liberal, nem progressista. Por um bom cargo o espectro da liberalidade vai, fácil, fácil de extrema esquerda a extrema direita!

Aqui na nossa querida Jaraguá não é diferente fizeram uma sopa de letrinhas difícil de explicar para o eleitor que estão abrigando na sigla de conveniência do momento e “vamos em busca do voto dos trouxas”. Aliados de aqui, de ali e de acolá são sempre bem vindos. Precisam de minutos na televisão e no rádio e a “paga” será mais tarde, na divisão do butim dos cargos públicos. Aliás, será que são mesmo de esquerda, de centro ou de direita? Será que existe convicção e fidelidade programática para algum partido dentro de nossos políticos?

Dessa coligação esdrúxula, de aliança de conveniência nasce o “povoamento” incompetente das instituições e empresas públicas. Técnicos, pessoas com preparo acadêmico e profissional para gerenciar saúde, segurança, educação e tudo o mais são alijadas da possibilidade de ascender aos mais altos cargos públicos. Em seus lugares, operam apaniguados políticos, cabos eleitorais, arrecadadores de fundos de campanha (ah, ah, ah, bonito nome!) e uma trupe sem fim de pessoas despreparadas e divorciadas das reais necessidades da população. Mas fazem parte da “coligação”, devem ser cumpridas as promessas de “secretarias”, “diretorias”, “gerencias”, “coordenadorias” e um sem fim de cargos.

Rasgaram a carta de princípios do partido, apoiando empresários exploradores de direita, não para melhorar os salários dos trabalhadores, mas para entregar mais poder a eles. Quero que na campanha expliquem aos trabalhadores esta coligação onde querem tirar um tirano de direita do poder e colocar outro(s). Diante de todo exposto, serve a invertida recebida pelo vereador do PT João Fiamoncine, para que o Partido reflita sobre a coligação nada ideológica engendrada por uma minoria sem nenhum compromisso com os ideais partidários e o resultado não poderia ser outro, não cumpriram pseudo acordo, que sirva de exemplo e que cumpra a palavra dita na mídia local de que sairia da coligação ou o mais importante são os cargos de confiança amealhados para seus cabos eleitorais?

Por: Luiz Henrique Ortiz Ortiz – Advogado e ex-dirigente partidário.

Sergio Peron

2 Comentários

  1. Falando em PT apoiando empresários exploradores de direita, por que o Sr. Ortiz não criticou até agora o Sr. Lula = que apoia e recebe apoio de Paulo Maluf, Sarney, Collor, Renan Calheiros e outros antigos Arena. O PT virou uma quadrilha de aproveitadores e ladões do dinheiro público, e se une a quem precisar para se manter no poder, vende e recebe apoio de tudo que é lado – direita e ultra direita.

  2. SEMPRE PIOR: Assinado em baixo! Com louvor! Esse pessoal tá devendo muita explicação pro povo! Mas já sabemos que não vão dar. Vão tentar tapar o sol da verdade com a peneira da cópula do mundo 2014. Depois, fod#@%-se!

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