7

TEM GATO NESSA TUBA

Nunca gostei de escrever sobre economia e por um motivo simples: sempre houve risco de dados incorretos, furados.

No entanto, é impossível olhar  a manchete do Jornal Folha de São Paulo e deixar passar incólume:

E olhando o gráfico acima, fico me perguntando:

– Como a China pode crescer quase 9 vezes a mais que o Brasil?

Aí – eu que não entendo patavinas de economia – fico martelando o cérebro com as seguintes perguntas:

1 – Como é que alguém pode dizer que está tudo “azul com bolinhas da mesma cor”?

2 – Que a economia está maravilhosa, forte, saudável e o país “vai muito bem, obrigado”?

3 – Se estão assumindo que o crescimento foi de 0,9%, qual será o número real?

4 – Quando divulgam número da economia, devemos acreditar ou desconfiar da realidade?

Por “coisinhas” assim e outras piores, não gosto de economia.

Sempre acho que a mentira é infinitamente maior que a verdade da informação.

0

DEU NA FOLHA DE SÃO PAULO

Congelados, pizzas, pratos prontos e embutidos estão entre os segmentos que poderão ser atingidos

LORENNA RODRIGUES -DE BRASÍLIA

Para evitar o veto do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) à fusão entre Sadia e Perdigão, a BRF (Brasil Foods) se dispõe agora a vender ativos que vão de abatedouros a centros de distribuição, passando por indústrias e marcas. A ideia é montar cadeias completas de produção, para permitir que quem comprar esses ativos possa concorrer imediatamente com as marcas principais.

Entre os segmentos que serão atingidos estão congelados, pizzas, pratos prontos e embutidos, em que a concentração de mercado da BRF chega a 90%.

Segundo a Folha apurou, no caso de empanados de frango, por exemplo, poderiam ser vendidos abatedouros de aves, frigoríficos, fábricas e marcas como a Rezende, que já atua nesse segmento, e outras, como Batavo, Confiança e Wilson. A empresa também está disposta a vender alguns centros de distribuição e compartilhar outros, além de abrir mão de contratos de exclusividade firmados com empresas de logística terceirizadas.

A Folha apurou que alguns integrantes do Cade consideraram a oferta insuficiente porque não toca nas marcas principais: Sadia e Perdigão. O argumento é que, mesmo com insumos, fábricas e centros de distribuição, o novo concorrente não teria força para tirar mercado de uma das duas marcas.

Os conselheiros admitem, porém, que houve uma melhora significativa em relação ao que a BRF tinha proposto. A empresa havia oferecido abrir mão das marcas secundárias e de alguns ativos, mas sem abranger toda a cadeia de cada produto vendido. A proposta ainda não está completamente fechada. Ontem, representantes das empresas se reuniram com os conselheiros para discutir os termos do acordo.

O negócio deve ir a julgamento no Cade no dia 13. “Estamos trabalhando intensamente para chegar a um acordo”, afirmou o presidente da BRF, José do Prado Fay.