37

PROTESTO NA SEGUNDA-FEIRA

Estudantes de Jaraguá do Sul estão agendando protesto para a próxima segunda-feira (20/05).

A concentração está marcada para acontecer defronte ao Colégio Estadual Abdon Batista, às 8:00 – seguindo até a Praça Ângelo Piazera. Segundo os organizadores, a manifestação ocorrerá em repúdio ao que a Secretaria de Educação do Estado está chamando de reenturmação – quando salas de aula poderão ficar com 40 alunos.

Os idealizadores da manifestação ainda apontam outro fator: a demora do Estado em ajustar o salário dos professores e que se arrasta desde 2008 – que vem gerando descontentamento da categoria e por consequência, na qualidade do ensino. Para os alunos, o espaço físico das salas de aula – modelo padrão – fará com que os estudantes “tenham aulas como sardinhas em lata”.

O estudante Feliphe Communello, 3° do Ensino Médio do SENAI Jaraguá do Sul – um dos organizadores – disse que o protesto é pacífico e pretende sensibilizar as autoridades. As alunas Camila Saplak, Morgana Macieski Boni e Lílian Maria Junkes (do 3° ano do Abdon Batista) – estão no grupo que organiza o manifesto. Professores, alunos de outras unidades escolares, pais de estudantes, também estão sendo convocados.

13

ALGO ERRADO

Já li o assunto em várias matérias de grandes jornais.

Ontem, o tema veio numa matéria do Fantástico – da Rede Globo – e causa asco: alunos que agridem professores (as) em plena sala de aula.

Além das agressões físicas, as agressões verbais são de toda ordem. Tenho evitado abordar assuntos que mexem com os meus conceitos sobre determinadas coisas: estupros, agressões contra a mulher, à criança (me refiro na concepção do termo e não de marmanjos) e idosos! Não posso ser pego em apologias e a abordagem é pessoalíssima.

Fujos de tais assuntos, evito-os porque me despertam instintos primitivos.

Me lembro de uma professora (D. Nélide Ferreira) – que ministrava aulas de matemática na admissão! Sim, no meu tempo para cursar o “ginasial” – havia uma espécie de vestibulinho – e era preciso ser aprovado na admissão. Um dia durante a aula – após flagrar alunos conversando (mais ou menos no meio da classe), D. Nélide não pensou duas vezes: deu de mão no apagador e mandou o “pombo sem asa” – acertando a testa de um aluno. Nenhuma reclamação e nem mais um pio! Haviam mais de 30 alunos na sala de aula.

Ao final da admissão – que durava um ano – todos fomos aprovados.

Ai de um aluno que ousasse chegar em casa e reclamar do professor (a). A “coça” com vara de “fedegoso” era certa.

Nota vermelha? Nem em sonho! Armas ou drogas nas escolas? Fruto da imaginação fértil de alguém!

Terror era ser mandato para a diretoria! Lá – usando um tubo da laquê a cada manhã, cabelo armadíssimo, batom vermelho, grandes colares em pedraria pendurados no pescoço, pulseiras – estava Dona Haydée Santareli Sant’Anna!

– Ela que me perdoe – onde estiver – mas lembra o senhor Richfield da família Dinossauro…

Quando a mulher dizia: – vá se explicando … – o mundo desabava, o sujeito tremia da cabeça aos pés e cinco minutos – se transformavam em horas intermináveis.

A escola era pública e ninguém (disse: ninguém) entrava na aula sem uniforme: camisa branca e bolso (com nome da escola) para todos. As meninas de saias azuis e os meninos de shorts azuis. Todos com sapatos pretos. Cantava o Hino Nacional perfilados, todos os dias. Era um orgulho desfilar no dia 7 de setembro. Em datas comemorativas (Dia do Índio, da Bandeira, Proclamação da República e eticétera), sempre executávamos atividades correlatas, fazíamos jograis. Orador numa comemoração? Era a consagração!!

– Perguntem para um aluno dos dias atuais, o que é um jogral??

Os professores (as) era tratados como deuses – e mereciam – porque nos ofertavam a luz do saber.

Hoje em dia, os pais vão à escola e cobram do professor a nota baixa do filho!! Registram boletins de ocorrências contra os professores e protegem os “bandidos mirins”. Isso quando não tiram satisfações, fazem ameaças e até promovem as agressões.

Há algo de errado nisso!

Os pais estão transferindo a educação para a escola! Enquanto isso, correm atrás do “ter” e não se dão conta de que os filhos, jamais conserguirão “ser”.

Pobre educação, pobre Brasil.