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EXEMPLO DE BRASIL

A morte do garotinho Erick Pereira Melo (foto) – 4 anos – é um exemplo claríssimo da situação da saúde no Brasil.

Não vou fazer ilações sobre possíveis culpas e nem alimentar outro sentimento que não seja de asco para com a classe política brasileira.

Nem recontar o fatídico acidente que o vitimou com queimaduras tão graves.

Comentei hoje pela manhã e durante o nosso tradicional “Café Pensante”:

– O Erick morreu aos poucos, agonizantemente ao longo de uma semana…

Vítima de queimaduras em 70% do corpo, o menino esperou por uma vaga de UTI – específica para o caso dele – durante uma semana. Tudo isso porque o Estado possui apenas 8 vagas e todas estavam ocupadas.

Pior foi ver na RBS-TV, a Secretária Estadual de Saúde Tânia Eberhardt – do alto da sua importância – dizer que “se trata de uma ocorrência inesperada e que o Estado não possui meios de manter vagas de UTI e blá blá blá”…

Diante de tanta insensibilidade, preciso perguntar:

1 – Como não é possível ampliar as atuais 8 para 10, 12, 14 ou 16 vagas?

2 – Se não há espaço físico para ampliar o Hospital Infantil Joana de Gusmão, o correto não seria buscar outras unidades hospitalares com capacidade?

3 – Sempre será necessário que alguém pague com a vida para que as “otoridades” notem que é preciso estar preparados para um imprevisto?

4 – E aquela promessa de campanha – renitente, repetitiva – de trabalhar por mais saúde não passa de promessa?

Até parece que o item “saúde” – serve apenas para mote de campanha eleitoral. Por acreditar, o pobre eleitor acaba depositando esperança em dias melhores – que nunca chegam.

No caso da família do Erick – residentes em Lages – os próximos dias e os que ainda virão até o fim da vida serão de dor. Aliás, dor aguda, incurável, uma espécie de ferida aberta…e o sangramento não estanca.

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O TREM TÁ FEIO!

Depois de andar batendo cabeça “por toda Santa Catarina”, finalmente o governador achou um município para construir um presídio: Imaruí.

Localizado no Sul do Estado e com população estimada em 11.672 habitantes, em breve poderá ter o equivalente a 10% dos habitantes em número de presos!

Mas não será um presidiozinho. Será de segurança máxima e capaz de receber até 1.200 presos!

Uma naba! Um senhor pepino e que ninguém queria! O prefeito – Amarildo Matos de Souza (foto) – feliz da vida, deu entrevista afirmando que o presídio vai gerar perto de 600 empregos.

– Jesus amado! O trem está tão feio que prefeito comemora construção de presídio? Mas que emprego? Só se for enquanto durar a construção e mão de obra pesada.

Vejam  que argumento:

“Em média, é contratado um funcionário para cada cinco detentos, desde agentes prisionais até cozinheiras, motoristas, médicos, dentistas, além de serviços gerais e administrativos”, analisou o diretor do Departamento Estadual de Administração Prisional do Estado de Santa Catarina (Deap), Leandro Soares Lima.

Ele só esqueceu de contar sobre a necessidade de “concurso público” e como depois do presídio pronto não se pode esperar, transferem os funcionários necessários.

Outra coisa que esqueceram de avisar ao prefeito de Imaruí, assim como aos habitantes:

– Geralmente, acontece um processo de favelização nas proximidades dos presídios: são parentes de presos que vão chegando, pessoas com alguma ligação, “amigos”. Fazem um bairro novo no entorno e haja polícia para controlar tudo, infraestruturae os cambaus.

Verifiquem os exemplos em muitos municípios do Estado. Deram um presentaço de natal para Imaruí.

Presentão de grego!

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NOTA DA APRASC

Policiais Militares na luta por melhores salários, por dignidade e por justiça.

A Associação de Praças de Santa Catarina – Aprasc, entidade que representa mais de 10 mil policiais e bombeiros militares, vem a público externar sua preocupação com o descaso e a política divisionista com que as autoridades vêm tratando os seguimentos da segurança pública de nosso Estado.

 Nos últimos dez anos, temos alertado e defendido junto às autoridades uma política única que contemple todas as instituições que compõem o segmento, na perspectiva de evitarmos situações constrangedoras, as quais inevitavelmente refletem no dia-a-dia do trabalho prestado, dificultando ainda mais o combate à criminalidade.

 Lamentavelmente, jamais fomos ouvidos e o resultado aparece hoje com o aumento do índice de criminalidade em nosso Estado e com o desânimo generalizado entre os profissionais da área.

Com o inicio do atual Governo, nosso objetivo não mudou. Ao longo deste ano, protocolamos inúmeros documentos junto às autoridades, no sentido de sermos recebidos pelo Governador com a lógica de esclarecermos nossas demandas e negociarmos formas de implementação de uma política salarial justa, assim como a aplicação das Leis da Anistia (Leis Federais 10.191/2010 e 11.505/2011) e a efetivação do plano de carreira dos praças.

 Infelizmente, ao que parece, mudou o Governo, mas não mudou a política. Continue Lendo